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    Titica

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    Teca Miguel Garcia, conhecida por seu nome artístico Titica (Luanda, 26 de junho de 1987), é uma cantora, compositora, dançarina e ativista angolana que se tornou ícone do estilo kuduro em 2011, a partir do lançamento do seu primeiro trabalho discográfico, intitulado Chão…, do qual a principal música de trabalho (Chão) se tornou em poucos meses a música mais executada da história de tal gênero musical nas rádios de Angola.

    No mesmo ano, Titica recebeu o prêmio de artista Revelação do Kuduro, entregue pela Rádio Escola. Com o sucesso do seu primeiro trabalho como cantora, em 2012 Titica foi indica à categoria ‘Melhor Artista Feminina da África Austral’ do KORA All Africa Music Awards, a principal premiação de artistas da música no continente africano.

    A partir de então, em um movimento de internacionalização de sua carreira, apresentou-se em diversos países, dentre eles: Portugal, África do Sul, Brasil, Alemanha, Estados Unidos da América, França. O auge desse processo se deu a partir de 2017, quando foi convidada e se apresentou no Rock in Rio ao lado da banda brasileira BaianaSystem; e também em 2018, quando se juntou à artista Brasileira Pabllo Vittar para gravar o remix de uma das músicas de seu mais recente álbum de estúdio Pra Quê Julgar?.

    Titica é reconhecida internacionalmente como uma das principais referências na luta pelos direitos das pessoas LGBT no continente africano. Em outubro de 2013, a artista foi escolhida Embaixadora Nacional da Boa Vontade pela UNAIDS – programa da Organização das Nações Unidas organizado para combater a epidemia de AIDS. De acordo com a UNAIDS, “Titica tem sido afetada pelo estigma e pela discriminação por ser uma pessoa transexual, e pode transformar sua experiência em uma mensagem positiva de mudança de atitudes em Angola”.

    Em 2015, foi homenageada no 7th Annual Chevrolet Feather Awards com a distinção African Feather of the Year, pela contribuição que tem prestado à comunidade LGBT através de seu trabalho e de suas ações.

    Ao longo dos últimos anos, fez diversas incursões por outros gêneros musicais, como Afrohouse kizomba e semba, pelas quais foi indicada – e em certas ocasiões consagrada vencedora, às principais premiações dedicadas à música angolana: Top Rádio Luanda, Angola Music Awards e Troféu Moda Luanda.

    Carreira

    Titica, uma das mais exuberantes e amadas cantoras Angolanas. Referida pela imprensa portuguesa como a Diva do Kuduro, a cantora esteve no país europeu em 2017 para divulgar sua nova música “Docado”, que conta com a participação de Osmane Yakuza.

    The Guardian” pela genial artista internacional, Bjork, como uma das suas influências musicais, esta mulher, que alia uma enorme força e uma carismática personalidade a um optimismo inabalável, chega a Portugal para apresentar o seu novo single “Docadó”, com um vídeo onde o furacão Titica surge numa fusão do seu inconfundível kuduro com o coupé décalé da Costa do Marfim.

    No Brasil, a cantora angolana tem sido presença constante desde 2012, tendo participado de diversos shows e festivais, como no Viradão Carioca (Rio de Janeiro, 2012), ‘Mês da Cultura Independente’ (São Paulo, 2015), Favela Sounds (Brasília, 2017), e também em programas de TV de grande audiência, como o Mais Você (2012), Esquenta! (2013),  Encontro com Fátima Bernardes (2017).

    O ponto alto de sua relação com o Brasil foi a parceria com o grupo BaianaSystem, da qual se originou a música ‘Capim Guiné’ que também contou com a participação da cantora brasileira Margareth Menezes. A música, que mistura sonoridades das periferias da Bahia e de Luanda, também ganhou um videoclipe.

    Aprofundando essa parceria, o grupo brasileiro, que havia sido escalado para se apresentar no Rock in Rio, maior festival de música do mundo, conviou a artista angolana Titica para uma participação especial em seu show no festival.

    Com isso, Titica fez história ao se tornar, ao mesmo tempo, a primeira representante da cultura angolana e a primeira artista transexual a participar do maior festival de música do mundo.

    A apresentação do grupo brasileiro com a artista angolana, ocorrida em 22 de setembro de 2017, na cidade do Rio de Janeiro, foi aclamado pelo público e pela crítica. De acordo com a Revista Rolling Stone, a participação da cantora angolana acrescentou ao aspecto dançante, amarrando uma apresentação que provou como é possível ser contagiante sem ser convencional.

    Diversos outros veículos de imprensa teceram análises positivas quanto à crítica social contida na letra de ‘Capim Guiné’, ao caldeirão de influências sonoras e destacando que Titica conquistou a galera com seu carisma. O canal de televisão Multishow destacou que a química entre os artistas, misturando o som moderno da Bahia com o tradicional kuduro angolano deixou a plateia em transe – o público respondeu à parceria com empolgação e dançou muito.

    Discografia

    • Chão… (2011)
    • De Última à Primeira (2014)
    • Pra Quê Julgar? (2018)
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